Um tablet usado na operação precisa responder a demandas diferentes de um dispositivo utilizado no dia a dia pessoal.
Quando está nas mãos de uma equipe de inventário, de um vendedor no chão de loja, de um profissional em campo ou de quem trabalha em um armazém, o equipamento precisa acompanhar o ritmo da atividade, manter a informação disponível e suportar a rotina de trabalho.
É nesse contexto que chega o Zebra ET401, próxima geração dos tablets empresariais ET40 e ET45.
Mais do que atualizar o hardware, a nova geração amplia recursos de desempenho, conectividade, robustez, segurança e captura de dados.
Mas o que isso muda, na prática, para quem está trabalhando com o tablet?
Neste artigo, vamos entender o que mudou no Zebra ET401, como seus novos recursos podem apoiar diferentes rotinas de trabalho e quais pontos considerar na hora de escolher a configuração mais adequada para a sua operação. Também vamos falar sobre captura de dados, gerenciamento dos dispositivos e o papel da orientação técnica nesse processo.
O que mudou no tablet Zebra ET401?
A evolução do Zebra ET401 começa por aspectos que impactam diretamente o uso do equipamento durante a jornada de trabalho.
O novo tablet conta com uma plataforma de processamento mais avançada, opções de memória de até 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, além de novas possibilidades de conectividade, como Wi-Fi 7 e 5G em configurações específicas.
Para quem está na operação, isso significa mais capacidade para acompanhar aplicações corporativas, acessar informações e executar diferentes tarefas sem depender de um equipamento pensado apenas para usos mais simples.
Além disso, a robustez também ganhou espaço nessa nova geração.
Nas configurações Standard, o Zebra ET401 combina proteção contra água e poeira, resistência a quedas e Gorilla Glass 5. Há ainda opções de bateria removível e, em determinadas configurações, suporte para bateria secundária, permitindo ampliar a autonomia sem interromper a utilização do tablet.
Esse tipo de recurso faz diferença principalmente quando o equipamento acompanha o profissional durante toda a jornada, seja no estoque, no chão de fábrica, em uma loja ou em uma operação externa.
Outro ponto importante, porém, é o ciclo de vida.
A Zebra desenvolveu o ET401 para uso profissional prolongado, com uma estratégia de suporte de longo prazo. Para a empresa, isso significa pensar não apenas na compra do equipamento, mas também em quanto tempo ele poderá permanecer adequado à operação.
Ou seja: a evolução não está apenas no que o tablet consegue fazer hoje. Está também em sua capacidade de acompanhar a operação ao longo do tempo.
Mais formas de capturar informações na operação
Um tablet corporativo pode ser muito mais do que uma tela para consultar informações.
Dependendo da configuração, o Zebra ET401 pode contar com scanner empresarial, câmera, NFC e RFID de curto alcance. As versões Standard podem utilizar leitores SE4100 ou SR500, enquanto determinadas configurações oferecem também RFID.
Isso amplia as possibilidades de uso do equipamento no dia a dia.
Em uma operação de inventário, por exemplo, o profissional pode consultar informações e realizar leituras no mesmo dispositivo. Em uma atividade de inspeção, pode acessar o sistema, preencher um checklist e registrar evidências. Em uma loja, pode consultar produtos e apoiar o atendimento.
A lógica é parecida com a que encontramos nos coletores de dados: capturar a informação no momento em que o trabalho acontece.
A diferença é que o formato de tablet pode ser mais adequado quando a atividade também exige uma tela maior para visualizar informações, sistemas, formulários ou outros conteúdos.
Se quiser entender melhor como os dispositivos móveis podem ir além da simples leitura de códigos, vale conhecer também nosso conteúdo sobre os recursos que tornam os coletores de dados mais produtivos e seguros: Coletores de Dados: produtividade e segurança na operação.
Um tablet para diferentes rotinas de trabalho
O Zebra ET401 é um tablet empresarial desenvolvido para diferentes rotinas de trabalho.
No varejo, pode apoiar atendimento, consulta de produtos, inventário e outras atividades realizadas no próprio ponto de venda.
Na logística e no transporte, pode acompanhar processos como inventário, conferência, roteirização e atividades de campo.
Na indústria e em armazéns, pode ser utilizado em apontamentos de produção, qualidade, inspeções e outras rotinas que dependem de acesso às informações durante a execução do trabalho.
O material de lançamento do Zebra ET401 apresenta, inclusive, configurações diferentes de acordo com o cenário. Há versões voltadas para atividades internas e outras que combinam 5G, maior robustez e recursos de captura para ambientes externos mais exigentes.
E esse é um ponto importante para quem está avaliando um novo equipamento: nem toda operação precisa da mesma configuração.
O tablet precisa acompanhar a atividade que será realizada com ele, e não o contrário.
Essential ou Standard: qual configuração faz sentido?
O Zebra ET401 está disponível em versões Essential (Value) e Standard (STD), com diferenças importantes de recursos e possibilidades de uso.
A versão Essential atende operações que não precisam de scanner integrado e utilizam a câmera para capturas ocasionais. Há opções de 8 e 10 polegadas, além de versões com Wi-Fi 6E ou Wi-Fi 6E + 5G.
Já a versão Standard amplia os recursos disponíveis, com opções de scanner empresarial, Wi-Fi 7, 5G, RFID em configurações específicas, maior resolução de tela, recursos adicionais de segurança e possibilidades de expansão.
Na prática, a diferença pode ser pensada a partir da rotina.
Se o profissional precisa principalmente consultar informações, executar aplicações, preencher formulários, realizar checklists ou apoiar o atendimento, uma configuração Essential pode atender à necessidade.
Se o equipamento também terá um papel mais intenso na captura de dados, conectividade ou atividades em ambientes mais exigentes, a versão Standard amplia as possibilidades.
Por isso, a escolha não deveria partir simplesmente da pergunta “qual é a versão mais completa?”.
A pergunta mais importante é: quais recursos realmente fazem diferença para essa operação?
É isso que ajuda a definir tamanho de tela, conectividade, scanner, RFID, memória, bateria e demais configurações.
O tablet também precisa ser gerenciado
Quando uma empresa tem poucos equipamentos, administrar cada tablet individualmente pode parecer simples. Mas imagine dezenas de dispositivos distribuídos entre lojas, equipes de campo, centros de distribuição ou diferentes áreas da fábrica. Como manter todos configurados corretamente? Como controlar aplicativos e atualizações? Como garantir que os dispositivos estejam dentro dos padrões definidos pela empresa? E o que acontece quando um equipamento apresenta algum problema?
É nesse momento que o gerenciamento passa a fazer parte da solução.
O Zebra ET401 integra o ecossistema Zebra DNA, que reúne recursos voltados à configuração, segurança, gerenciamento e otimização dos dispositivos. A proposta é facilitar a administração dos equipamentos durante seu ciclo de vida.
Em operações com maior quantidade de dispositivos, uma solução de MDM ou EMM também pode ajudar a centralizar configurações, aplicativos, atualizações, acessos e suporte remoto.
Para entender melhor esse cenário, veja também nosso conteúdo sobre MDM/EMM: gerenciamento de dispositivos móveis corporativos.
Mais uma vez, a necessidade depende da operação.
Gerenciar dispositivos não é colocar mais tecnologia na operação. É ter controle sobre a tecnologia que já faz parte dela.
Mais do que escolher um equipamento
Escolher um tablet corporativo envolve mais do que comparar especificações.
Antes de definir uma configuração, é importante entender onde o equipamento será utilizado e quem vai utilizá-lo. Também é preciso considerar quais atividades serão realizadas com ele.
É uma operação interna ou externa?
O profissional precisa fazer leitura de códigos?
Precisa de RFID?
Vai trabalhar conectado por Wi-Fi ou precisa de 5G?
O equipamento ficará exposto a poeira, água ou variações de ambiente?
Quantos dispositivos estarão em operação?
Essas respostas ajudam a definir qual configuração faz sentido, e também se o ET401 é, de fato, a tecnologia adequada para aquele cenário.
É nesse momento que uma orientação técnica pode fazer diferença.
Na Cyclopes, a análise do projeto considera a realidade da operação para orientar a escolha do equipamento, realizar homologações quando necessário e apoiar as etapas de implantação e gestão.
O Zebra ET401 amplia as possibilidades de desempenho, conectividade, robustez e captura de dados para diferentes cenários de uso profissional. Neste artigo, mostramos o que mudou na nova geração, suas possibilidades de captura, as diferenças entre as versões Essential e Standard e os principais pontos para considerar antes de definir uma configuração.
Nenhuma operação é igual à outra. Vamos entender a sua.