Coletor vestível no picking: mais produtividade na logística

Coletor vestível no picking mais produtividade na logística

Coletor vestível no picking: mais produtividade na logística. 

A separação de mercadorias é uma das etapas mais críticas da operação logística em centros de distribuição. Nesse cenário, pequenas interrupções no fluxo de trabalho podem impactar diretamente o ritmo operacional e a produtividade da equipe. 

Nesse contexto, o coletor vestível surge como uma alternativa para tornar o processo de picking mais fluido. Diferentemente dos dispositivos tradicionais, essa tecnologia permite que o operador realize a leitura de códigos de barras mantendo as mãos livres, reduzindo pausas operacionais e favorecendo a continuidade da atividade. 

O que é um coletor vestível?

O coletor vestível é um dispositivo de coleta de dados utilizado diretamente no corpo do operador, permitindo a leitura de códigos de barras ou RFID com as mãos livres durante operações logísticas, especialmente em atividades de picking e separação de mercadorias. 

O desafio oculto na separação de mercadorias

Na rotina de picking, o operador normalmente: 

  • desloca-se até o endereço 
  • retira o coletor do suporte ou bolso 
  • posiciona o equipamento 
  • realiza a leitura 
  • guarda novamente 
  • retoma a movimentação 

Embora esse processo pareça simples, ele se repete centenas, e às vezes milhares, de vezes por turno. 

Consequentemente, pequenas pausas acumuladas impactam o ritmo operacional. Além disso, a ergonomia também pode ser afetada, especialmente em jornadas intensivas. 

Portanto, quando analisamos produtividade em centros de distribuição, é fundamental considerar não apenas grandes gargalos, mas também essas interrupções recorrentes. 

Tecnologia mãos livres: o que muda na prática

Coletor de Dados vestível com pickclick

Diferentemente do modelo tradicional, o coletor vestível permite que o operador mantenha as mãos livres durante toda a atividade. 

Ou seja, a leitura ocorre de forma integrada ao movimento. 

Com isso: 

  • reduz-se o tempo entre etapas 
  • aumenta-se a fluidez da separação 
  • melhora-se a experiência do usuário 
  • diminui-se a necessidade de pausas repetitivas 

Além disso, a ergonomia tende a ser favorecida, pois o equipamento permanece fixo ao corpo, eliminando movimentos constantes de retirada e reposicionamento. 

Em outras palavras, o ritmo deixa de ser episódico e passa a ser contínuo. 

O papel do software no uso do coletor vestível

No entanto, é importante considerar que apenas adotar um dispositivo vestível não garante automaticamente ganhos operacionais. 

Para que a tecnologia seja utilizada em seu máximo potencial, é fundamental contar com softwares e aplicações desenvolvidos para esse tipo de interface operacional. 

Na prática, esses sistemas permitem que o operador execute tarefas de forma mais intuitiva e ágil, aproveitando totalmente o conceito de mobilidade e mãos livres. 

Sem essa camada de software adequada, o vestível pode acabar sendo utilizado apenas como um coletor de dados “de braço”, sem explorar todos os ganhos de produtividade que a tecnologia pode oferecer. 

Por isso, ao avaliar a adoção de dispositivos vestíveis, é importante considerar não apenas o hardware, mas também as ferramentas de software que tornam seu uso realmente eficiente dentro da operação logística. 

Coletor vestível substitui o coletor tradicional?

Não necessariamente. 

Os coletores de dados convencionais continuam sendo extremamente eficientes e estratégicos para diversas aplicações. Inventários, conferência, recebimento e operações híbridas, por exemplo, ainda se beneficiam do modelo tradicional. 

Entretanto, em cenários específicos, como separação intensiva de mercadorias, a tecnologia vestível pode representar uma evolução operacional. 

Assim, não se trata de substituir, mas de aplicar a tecnologia adequada ao contexto correto. 

Onde o coletor vestível faz mais sentido

Separação de mercadorias em centro de distribuição

De modo geral, o coletor vestível tende a gerar maior impacto quando: 

  • a operação possui alto volume de picking 
  • há necessidade de agilidade contínua 
  • o layout exige movimentação frequente 
  • a produtividade por operador é um indicador crítico 
  • para itens de separação de pequenos volumes e fracionados  

Nesses casos, a redução de interrupções pode influenciar diretamente o desempenho da equipe. 

Inclusive, em um teste realizado em um centro de distribuição, o feedback foi claro: a fluidez operacional na separação aumentou significativamente com o uso da tecnologia mãos livres. 

Embora não tenhamos métricas formais publicadas, a percepção prática da equipe reforça o potencial da solução. 

Modelos multimarcas em destaque

A Cyclopes trabalha com soluções multimarcas, permitindo maior flexibilidade de escolha conforme a realidade operacional. 

Entre os modelos em destaque estão: 

Zebra WS50 

WS50 ZEBRA

Compacto e versátil, o Zebra WS50 combina leitura eficiente e integração com diferentes sistemas. Além disso, seu design modular facilita adaptação a múltiplos cenários logísticos.

Urovo U2 

U2 UROVO

Leve e ergonômico, o Urovo U2 foi projetado para operações que exigem agilidade e conforto durante jornadas prolongadas. Consequentemente, torna-se uma alternativa interessante para centros de distribuição com alto volume de separação.

Impacto na experiência do usuário e na operação

Quando analisamos a adoção de tecnologia vestível sob a ótica da experiência do operador, observamos três efeitos principais: 

  1. Menor fricção operacional
  2. Maior continuidade no fluxo 
  3. Percepção de modernização do ambiente de trabalho 

Além disso, a operação passa a contar com maior consistência de ritmo, o que pode influenciar diretamente nos indicadores de produtividade e tempo de ciclo. 

Portanto, a decisão não deve ser baseada apenas no equipamento, mas sim no desenho da operação como um todo. 

Como avaliar se faz sentido para sua operação

Análise operacional estratégica

Antes de implementar um coletor vestível, é recomendável analisar: 

  • volume médio de separação por turno 
  • tempo médio por item 
  • layout do centro de distribuição 
  • indicadores de produtividade atuais 
  • nível de maturidade tecnológica da operação 

A partir dessa análise, é possível determinar se a tecnologia mãos livres trará ganhos reais ou se o modelo tradicional já atende plenamente às necessidades. 

Conclusão: tecnologia como estratégia operacional

O coletor vestível não é apenas um dispositivo diferente. Pelo contrário, ele representa uma abordagem estratégica para operações que buscam ritmo contínuo, ergonomia e ganho de eficiência na separação de mercadorias. 

Ao mesmo tempo, sua adoção deve ser criteriosa e alinhada ao contexto da operação. 

Se a sua equipe enfrenta desafios relacionados a produtividade no picking ou deseja avaliar novas possibilidades de otimização, vale considerar essa tecnologia como parte do planejamento operacional. 

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Gabriel Penteado, Executivo de Vendas.