RFID na logística: como melhorar rastreabilidade e controle

Centro de distribuição com grande quantidade de itens para captação de dados

RFID na logística: como melhorar rastreabilidade e controle

A rastreabilidade de mercadorias e ativos é um dos grandes desafios nas operações logísticas. Em muitos casos, a precisão das informações ainda depende de processos manuais, o que pode gerar atrasos, divergências de estoque e perda de visibilidade sobre o fluxo de materiais. 

Nesse contexto, o RFID na logística surge como uma tecnologia capaz de automatizar a captura de dados. Com isso, as empresas ampliam o controle sobre as movimentações operacionais.

Por meio da radiofrequência, o RFID identifica e rastreia produtos automaticamente, sem exigir contato visual direto entre leitor e etiqueta. Além disso, a tecnologia reduz a necessidade de intervenções manuais ao longo da operação.

Etiquetas eletrônicas e leitores específicos registram as movimentações de forma automática e enviam os dados para plataformas de gestão. Quando a operação integra esses dados aos seus sistemas, ganha mais agilidade, melhora a rastreabilidade e aumenta a eficiência em diferentes etapas da cadeia logística.

O que é RFID?

diagrama explicando funcionamento da tecnologia RFID na logística

RFID é a sigla para Radio Frequency Identification, uma tecnologia que utiliza radiofrequência para identificar e rastrear objetos automaticamente. 

Um sistema RFID normalmente é composto por três elementos principais: 

  • tags RFID (etiquetas eletrônicas) 
  • antenas e leitores
  • software de gestão e integração 

Quando uma tag entra no campo de leitura de um dispositivo, o sistema captura automaticamente as informações armazenadas e as envia para a plataforma de gestão. Dessa forma, a operação reduz etapas manuais e acelera o fluxo de dados.

Além disso, diferentemente do código de barras, o RFID não exige contato visual direto para realizar a leitura.

Segundo estudos da GS1, empresas podem alcançar mais de 95% de precisão em inventário com RFID.

Como resultado, reduzem rupturas de estoque e ampliam a visibilidade das operações logísticas.

Como o RFID funciona na prática

Leitor RFID Capturando informações de produtos em CD

Na prática, cada item ou ativo recebe uma tag RFID contendo informações únicas. 

Essas tags podem ser aplicadas em: 

  • produtos 
  • caixas 
  • pallets 
  • equipamentos 
  • ativos logísticos 

À medida que esses itens passam por pontos de leitura, como portais, docas ou áreas de movimentação, os leitores capturam automaticamente os dados armazenados nas etiquetas. 

Em seguida, o sistema envia essas informações para a plataforma de gestão, que registra as movimentações em tempo real. Com isso, a operação amplia a visibilidade sobre o fluxo de materiais.

RFID x código de barras

comparação entre código de barras e tecnologia RFID

Ambas as tecnologias fazem parte das soluções de AIDC (Automatic Identification and Data Capture), mas apresentam diferenças importantes. 

Código de barras: 

  • exige linha de visão
  • leitura item por item
  • operação manual 

RFID: 

  • leitura sem contato visual
  • possibilidade de leitura simultânea de múltiplos itens
  • maior automação operacional 

Como resultado, a operação reduz o tempo de conferência e aumenta a precisão na rastreabilidade.

Além disso, outras tecnologias de identificação automática também contribuem para a eficiência operacional, como o uso coletores vestíveis no picking. 

Onde o RFID gera mais valor na logística

Inventários em CD podem ser realizados com maior rapidez e precisão com RFID

De modo geral, empresas obtêm mais valor com RFID em cenários que exigem alta rastreabilidade e controle de movimentações.

Entre os principais casos de uso, destacam-se:

  • Gestão de estoque 

Nesse cenário, inventários se tornam mais rápidos e precisos. Assim, a operação reduz divergências entre o estoque físico e o sistema.

  • Controle de ativos 

Com o uso de RFID, empresas monitoram equipamentos, ferramentas e ativos logísticos ao longo de toda a operação

  • Recebimento e expedição 

Além disso, portais RFID registram automaticamente a movimentação de mercadorias na entrada e saída dos centros de distribuição.

  • Rastreabilidade da cadeia logística 

Por fim, cada movimentação passa a ser registrada digitalmente. Dessa forma, a operação amplia a visibilidade sobre o fluxo de materiais.

Relatórios da RAIN Alliance mostram que a adoção de RFID cresce globalmente. Atualmente, bilhões de etiquetas são utilizadas anualmente em setores como logística, varejo e manufatura.

RFID exige planejamento

Apesar dos benefícios, a implementação de RFID exige uma análise cuidadosa da operação.

É necessário avaliar fatores como: 

  • tipo de produto
  • ambiente operacional
  • layout logístico
  • sistemas de gestão existentes 

Além disso, a operação precisa escolher corretamente tags, leitores e softwares para garantir resultados consistentes.

Por esse motivo, empresas devem tratar o RFID como um projeto de automação operacional — e não apenas como a adoção de um novo dispositivo.

O papel da integração tecnológica

Para extrair todo o potencial do RFID, a operação precisa integrar a tecnologia aos seus sistemas de gestão.

Softwares e plataformas de monitoramento transformam os dados capturados em informações estratégicas para a tomada de decisão.

Sem essa integração, parte relevante do valor do RFID se perde ao longo do processo.

Considerações finais sobre o uso de RFID na logística

O RFID representa um avanço importante para empresas que buscam mais rastreabilidade, automação e eficiência operacional.

No entanto, para que isso aconteça, a aplicação precisa estar alinhada às necessidades reais da operação.

Quando bem implementado e integrado aos sistemas de gestão, o RFID reduz erros operacionais, amplia a visibilidade sobre ativos e melhora o controle logístico.

Por isso, ao avaliar corretamente o cenário da operação, as empresas conseguem identificar as aplicações mais adequadas e garantir resultados concretos.

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A equipe da Cyclopes pode ajudar a avaliar cenários e identificar as soluções mais adequadas para cada ambiente logístico.

Perguntas frequentes sobre RFID na logística

O RFID substitui o código de barras? 

Não necessariamente. Em muitas operações, as duas tecnologias são utilizadas de forma complementar, dependendo do nível de automação necessário. 

Qual a diferença entre RFID e código de barras? 

A principal diferença está na forma de leitura. O código de barras exige contato visual direto, enquanto o RFID utiliza radiofrequência para capturar dados automaticamente. 

O RFID funciona em qualquer tipo de produto? 

O RFID pode ser aplicado em diversos tipos de produtos e ativos, mas a escolha da tag e da infraestrutura deve considerar características do ambiente e dos materiais envolvidos. 

O RFID pode ser integrado a sistemas de gestão? 

Sim. A integração com sistemas como WMS ou ERP é fundamental para transformar os dados capturados em informação útil para a operação. 

 

Autor 

Gabriel Penteado 
Executivo de Vendas 
Cyclopes Tecnologia 

Especialista em soluções de identificação automática e tecnologias para automação logística.